Nunca desista de seus sonhos, porque ninguém vai realiza-los por você.
Vamos formar um incêndio sem se preocupar com as consequências? Cansei dessa vida onde temos medo do amanhã, vamos viver o hoje. Finalmente, juntos.
—Thiara Macedo (sdpm)
(via antoniafelix)
Você poderia ter ligado no dia seguinte. Nós teríamos rido dos acontecimentos da noite passada e então você diria que quer me ver, marcaríamos de comer e beber com seus amigos em algum barzinho de gente comum e feliz. Lá você ficaria me olhando com aquela cara que só você faz e eu descobriria que seus amigos são meus amigos. Você me levaria para casa e eu te daria um beijo leve de despedida.
Nos veríamos outras vezes e descobriríamos que nos damos bem. Você descobriria que eu amo homens de camisa branca, adoro fazer um cafuné e sei tocar violão. Eu descobriria que você fica ótimo de camisa branca, que você ama receber um cafuné e que até que é afinado.
Numa sexta-feira você me chamaria para jantar, num desses lugares que podemos dançar, rir e falar alto e usar sapato baixo, porque você saberia que é disso que gosto. Depois do jantar você me levaria numa brownieria e pediria dois brownies caprichados para viagem. Então você me levaria para a cachoeira, comeríamos nossos brownies e veríamos as estrelas. Você iria rir do chocolate no meu dente e eu não ligaria. Então você me contaria seus medos, suas manias, do bolo de chocolate da sua mãe, do churrasco do seu pai e das suas histórias de infância. Então você olharia nos meus olhos e diria “nunca trouxe ninguém aqui” e nos beijaríamos.
Passariam dias, semanas, meses e você descobriria que não precisava abrir mão do trabalho, dos amigos e das noites de shows, festas e bares, porque antes de qualquer coisa, seriamos amigos, parceiros. Pois eu e você topamos tudo, somos pau pra toda obra, e você sabe disso.
Então, num desses feriados prolongados nós viajaríamos com nossos amigos para a casa de praia dos seus pais. Eu descobriria que você cozinha bem, mas é desorganizado e discutiríamos porque você bagunçou toda a cozinha que eu arrumei. Eu sairia batendo pé, com meu temperamento difícil que você sempre soube lidar, e você começaria a rir, me puxaria e me daria um beijo. Depois do almoço eu deitaria no sofá, com os pés em cima de você e te contaria meus segredos, sobre minha família e tudo que me faz chorar, então você diria que sempre há uma razão para sorrir. Nós prometeríamos um ao outro prometer apenas o alcançável, nada de declarações de amor eterno. Começaria a passar o Domingão do Faustão e eu cairia no sono. Quando eu abrisse os olhos, todos estariam na varanda ouvindo Cazuza e bebendo, eu subiria, tomaria meu banho e escovaria meus dentes. Você sabe que gosto de carinho ao acordar, mas permita-me escovar os dentes antes. Você sabe, não é? Não?! Se tivesse ligado saberia…
Mas enfim, eu desceria e iria a varanda te abraçar por trás, te dar um beijinho e dizer “estou muito feliz” e você diria “não, você é muito feliz”.
O tempo passaria, as pessoas iriam perguntar sobre nós e sempre diríamos “somos amigos”, porque somos amigos e porque nós dois saberíamos o que eramos e tínhamos, não era preciso dar um nome ou explicar.
Chegaria o aniversario do seu pai e você me chamaria para o jantar em família. Eu conheceria seus tios, avós, primos e toda a parentada. Você me apresentaria como sua namorada e eu acharia engraçado. Mais uma vez me deixaria em casa e, antes que eu saísse do carro, você me abraçaria e diria apenas “obrigado”. E eu entenderia. Nós entenderíamos e seria sempre assim, sempre.
Você poderia ter ligado no dia seguinte e hoje nesse domingo chuvoso, eu ligaria e diria “quero te ver” ou qualquer coisa, mas soaria normal, porque seria normal. Seria.
É… Você poderia ter ligado no dia seguinte.
Ler uma frase qualquer pode mudar o humor da gente tão depressa que quase não dá pra perceber. Uma frase que às vezes, já passou diante de nossos olhos muitas vezes e em nenhuma delas fez tanto sentido como naquela hora. Às vezes parece que alguém colocou aquelas palavras na nossa frente de propósito, sabendo que era exatamente aquilo que a gente precisava ler. Mas, na grande maioria das vezes, é tudo coincidência. Ou não. É engraçado como ler algo que alguém escreveu, talvez apaixonado, sofrendo, inspirado, ou talvez numa hora qualquer, rabiscando um caderno velho, digitando no meio da madrugada, faz a gente pensar em tanta coisa, explica tanta coisa. Ou não explica nada, só faz confundir ainda mais. Mas nos faz sentir alguma coisa. Apenas palavras. Nos fazem até chorar. E também podem nos fazem sorrir…
Haverá sempre 1 data, 1 palavra, 1 olhar, 1 filme, 1 música, 1 ponto, 1 sorriso, 1 motivo que me fará lembrar de você.
To com uma puta saudade dele. E tenho medo dele aparecer na minha frente, dar aquele maltido sorriso e me ganhar como sempre..
NIGHTNIGHT by DEDDY